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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Noites de boemia


Hoje me deu vontade de sentar na esquina de um bar
Beber uma cerveja e acender um cigarro sem medo
Ouvindo uma musica suave num violão a tocar
Como se tivesse retornado os bons e velhos tempos


Das noites que a  boemia eu abraçava
Em ambientes alegres, cheios de fumaças e risos
E entre um drink e uma paquera animada
Surgiam amores, grandes paixões e até novos amigos.

Em bares lotados, em boates mal iluminadas,
Lugares onde as noites eram sempre divertidas
Findando sempre nas altas madrugadas
Os encantos que nos atraem à boemia.




sábado, 3 de agosto de 2013

Um bolo, a vitrine e a mosca



Durante todo esse tempo perdido,
Ajustou-se em uma vida sutilmente fosca.
Retém na alma um sentimento escondido,
Como um bolo, a vitrine e a mosca.

Segue por um caminho sem muita alternativa,
Supostamente achando que fez a melhor escolha,
Entre tantas que passaram nos anos de sua existência,
Contornando qualquer mudança com sua essência tosca.
Assiste em outros o que poderia ser sua vida,

Se não pensasse como um bolo, a vitrine e a mosca.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Um lamentavel mal entendido

Era no final dos anos 90 Dona Aurora esperava impaciente no portão de sua casa, pela volta do seu filho Saulo, que saíra na noite anterior com uma amiga para balada e ainda não havia retornado, apesar de serem 07h30min da manhã.
Um taxi para em frente a sua residência e sai de dentro, a amiga do seu filho, com os sapatos na mão e o jeito de quem bebeu bastante na  noitada.
Aflita a pobre senhora corre ate a moça e pergunta:
_ E Saulo onde esta?Vocês saíram juntos no carro dele e agora você volta sozinha, o que aconteceu?”
_”Ele não pode vir”, disse a amiga, ”ficou na delegacia para depois ir ao IML”.
Dona Aurora quase desmaiando grita “mas o que aconteceu meu Deus?!”
_O pneu do carro estourou e ele teve que se sacrificar junto com o pessoal
A pobre mãe não aguentando o conhecimento da noticia desmaiou, não sem antes de dar um grito de desespero total “MEU DEUS ME ACODE”!. Todos naquela casa acordaram e correram para ver o motivo de tanta gritaria e todos ficaram em um verdadeiro tumulto ao verem a senhora caída inerte no chão, era criança berrando, mulheres chorando, todos falando ao mesmo tempo, ligaram para ambulância de emergência, que em poucos minutos chegaria levando- a para o hospital mais próximo,
Mayra, nome da amiga de Saulo, não entendeu o motivo de tanto desespero da pobre senhora, por isso, foi junto com a ambulância para tentar se explicar melhor
Chegando ao hospital a senhora  foi internada para serem feitos certos exames e também para reanimá-la do desmaio ocorrido  Enquanto isso, seus filhos e parentes aguardavam inquietantes as noticias da matriarca no corredor do hospital.
Dona Aurora foi se reanimando aos poucos e foi se lembrando dos acontecimentos anteriores  logo fica agitada perguntando em agonia pelo seu filho o que ninguém sabe responder.
É nessa hora que Mayra entra no quarto e responde.
-Calma minha querida que sue filho já esta chegando.
-Mas como você não me disse que ele tinha ido para o IML, que o pneu do carro dele tinha estourado e que ele teve que se sacrificar por isso?

-Sim, mas ele só foi ao IML  para deixar o seu amigo que trabalha na delegacia e estava a caminho do trabalho, que nesse dia era no IML.
 Foi  quando o pneu do carro desse cidadão estourou,no momento em que passávamos por ele, Saulo parou para ajuda-lo  e como ele estava com muita pressa por estar atrasado, seu filho se prontificou a ajudá-lo dando carona ao amigo e mandando a gente voltar de taxi para casa.

Dona Aurora não sabia se ria aliviada pelo grande mal entendido ou se ficava aborrecida com essa amiga de Saulo, que de tão atrapalhada que foi em contar a historia sem os devidos detalhes, acabou mandando a pobre velhinha para o hospital!

sábado, 27 de julho de 2013

Prisioneira


Mesmo que todos os meus dias sejam amargos,
Que você seja o algoz de minhas correntes,
Continuarei sempre ao teu lado
Como uma presa, uma escrava, sua dependente

E nessas quatro paredes brancas, onde se prenuncia meu retiro.
Enclausuro-me  entre lagrimas e solidão
Vivo em meus sonhos paixões e suspiros  
Mas a realidade é cruel e sem perdão.  

Quando vem o raiar do dia, anseio que tudo seja diferente,
Tento ver em seu rosto a vivacidade do amor
Mas você sempre mantém esse seu olhar ausente

Como se estivesse vazio o lugar aonde estou.

Entre erros e acertos?


Entre o incorreto e o exato
Entre a virtude e o pecado,
Entre esses e outros fatos, estou eu
Sem saber direito o que faço

Cada situação é distinta e vulgar,
Muitas vezes me surpreendo
Fazendo errado por querer acertar
Cometendo algo que não entendo
Mesmo sabendo que fiz sem pensar
Tropeço sempre nos meus próprios erros.



Triste delicadeza



Não gosto de te ver assim
Tão triste, sem esperança,
Deprimida e distante de mim
Que nem meu amor te alcança.

Conta pra mim o que te faz tanto sofrer
Desabafa em meu ombro teus pensamentos
Vejo lagrimas caindo dos lindos olhos seus
Como se não tivesses  amor nem alento
Ou como se alguém partiu sem dizer adeus

Não deixe que a tristeza entranhe em sua alma
Nem que o desanimo abrace todo o seu ser
A felicidade volta por isso te peço calma

E saiba  que estou contigo pro que der e vier

Suave é o amor

Ahh ...O amor, suave loucura que se dilui na alma

Doce veneno que sorvemos a cada beijo,

Uma fúria que um simples abraço acalma

Essa velada paixão com sabor de desejo



Tem um som melodioso, outras vezes dramático

Transparece em grandes atitudes ou apenas num

olhar,

Corre nas veias como as águas de um riacho,

Deságua suas emoções num leve sussurrar.



Em controvérsias vivemos as vezes o duplo sentido,

De quem algum dia sentiu de um amor verdadeiro,

A dor da traição que  nos deixam em desatinos

Causando estrago no corpo e no espírito,


Que vive oscilando entre as rosas e um braseiro,

Num dúbio sentimento difícil de ser descrito.

E por mais sensato que sejamos,

Ao amor nos entregamos por inteiro.