Esse aqui é o meu canto onde extravaso tudo que está guardado em minha alma, são momentos,pensamentos e sentimentos vividos e escritos por mim. Se você quiser ler, aproveite. Sirva-se a vontade e se lhe der prazer pode também deixar um comentário mesmo se você não tem blog é só ir na caixinha verde e deixar o seu recado.
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Solitário prazer
É madrugada... Em meu quarto escuro acordo e minha mão tateia pela cama a tua procura
Mas não te encontro, estou só... Eu, com meus pensamentos e a solidão
Reviro pra todos os lados, perdi o sono ao lembrar seu rosto,
Por querer sentir o teu corpo ao meu lado e saber que te procuro em vão
O tique-taque do relógio se torna um algoz aos meus ouvidos
Nele eu vejo refletidos todas as minhas ânsias e meus desatinos
Então te procuro no cheiro do travesseiro que entrelaço em minhas pernas
Na infeliz esperança de ainda te sentir um pouco comigo
O ritmo pesado da minha respiração me acelera
E as lembranças do teu amor, teu toque, teu sexo, me deixam com anseios
Busco meu corpo com minhas mãos num suave e erótico entorpecer
Onde tento saciar meu desejo insaciável provocando devaneios
Permitindo que as tuas lembranças aliem-se aos meus sussurros e ao meu prazer
Embriagando-me em êxtases extravasando e atravessando a minha alma
Para depois... Quando tudo acaba... sentir-me suave,lânguida e calma
Deleitando-me em uma completa apatia a me consumir.
Satisfeita depois de tudo,... Ajeito o travesseiro sob a minha cabeça...
E com um sorriso tranqüilo em meus lábios, volto a dormir...
O balanço
Dizem por ai que há muito tempo atrás
Num lugar que hoje não existe mais
Existia uma jovem linda e graciosa
Que toda as tardes em um balanço a balançar
Ela ficava no parque a se deliciar
Seus cabelos longos e negros caídos até a cintura
Com sua pele alva davam-lhe um ar de formosura,
Seu rosto suave e fino como de uma princesa
Combinava com sua altivez de realeza.
E um dia não se sabe bem quando,
A bela jovem não chegou ao seu balanço.
Soube-se por outros que ela foi encontrada
Caída num abismo, havia sido assassinada
Brutalmente por alguém que não se descobriu.
Mas sabe-se que todas as tardes como por encanto
Ouve-se nesse lugar o suave barulho das correntes do balanço
Como se a jovem no seu suave balançar
Estivesse la sem saber que agora seu corpo já não existia
E que somente em espírito ela ainda estaria naquele lugar.
Não me deixe só
Não me deixe sozinha, preciso ter você comigo
Não sei fazer meu caminho sem ter você por perto
Sem você fico com medo de encarar o cotidiano da vida
E se sozinha eu sigo, em meus próprios passos me perco
Se não estais ao meu lado sinto-me frágil e por todos esquecida
Sem você tudo fica tão difícil, tão ruim....
Erro nos meus atos, entro em desatino
Torno-me irresponsável vago pelas noites
Sem saber exato o que fazer do meu destino
Por isso que te peço, não me deixe sozinha
Pois só estando com você junto a mim
É que me sinto de bem com a vida
E sei em qual caminho devo seguir.
Não sei fazer meu caminho sem ter você por perto
Sem você fico com medo de encarar o cotidiano da vida
E se sozinha eu sigo, em meus próprios passos me perco
Se não estais ao meu lado sinto-me frágil e por todos esquecida
Sem você tudo fica tão difícil, tão ruim....
Erro nos meus atos, entro em desatino
Torno-me irresponsável vago pelas noites
Sem saber exato o que fazer do meu destino
Por isso que te peço, não me deixe sozinha
Pois só estando com você junto a mim
É que me sinto de bem com a vida
E sei em qual caminho devo seguir.
Fera enjaulada
Meu pulsar de sangue é quente
Ainda que meus passos sejam macios
Meu olhar é tranqüilo, mente...
Sinto-me como uma fera enjaulada no cio
Queria sentir o prazer das noites mundanas
Entrar em bares esfumaçados, beber, flertar
Extasiar-me em paixões profanas
Sorrindo em outros braços a me deleitar
E quando o dia entrasse pela janela
Acordar com preguiça a deliciar-me na cama com alguém
Passando o dia inteiro sem fazer nada
E não ter que me explicar a ninguém
Utopias de minha vida, do qual sei que não posso alcançar
Sou uma mulher casada, com filhos pequenos
Vivo em minha jaula, que é a minha casa
Sou uma mulher do lar...
Ainda que meus passos sejam macios
Meu olhar é tranqüilo, mente...
Sinto-me como uma fera enjaulada no cio
Queria sentir o prazer das noites mundanas
Entrar em bares esfumaçados, beber, flertar
Extasiar-me em paixões profanas
Sorrindo em outros braços a me deleitar
E quando o dia entrasse pela janela
Acordar com preguiça a deliciar-me na cama com alguém
Passando o dia inteiro sem fazer nada
E não ter que me explicar a ninguém
Utopias de minha vida, do qual sei que não posso alcançar
Sou uma mulher casada, com filhos pequenos
Vivo em minha jaula, que é a minha casa
Sou uma mulher do lar...
Flash Back/Dance Days
Um tempo em que a música inebriava e sacudia
A luz estroboscópica era o delírio nas pistas de danças
Todos extasiados numa só coreografia
Em passos ensaiados com ginga e liderança
Uma época de brilhos, cores, muitas festas e saltos altos
Onde o que mais importava era fazer parte daquele sonho
Ao som de bandas incríveis e inesquecíveis
Nos Embalos de Sábado a Noite que estava começando.
Abram suas asas e soltem suas feras
Em um louco ritmo, quente e frenético
Fazíamos tornar real nossas quimeras
Gloria Gaynor, John Travolta, Bee Gees,Donna Summer...
Num apelo envolvente, sensual e magnético.
Um convite irrecusável para se dançar
Não importava aonde nem quando
Que fosse numa danceteria lotada
Garagem, clube ou festa organizada.
Uma juventude que teve a alegria como parceria
Tertúlias que aos adolescentes premiavam
De uma geração saudável feita de musica e poesia
Com muita energia e alegrias adolescentes
Num tempo mágico cheio de paixões e delirios
Onde a dança era conciliação entre corpo e mente
O auge do dance com todo o seu prestígio
E só quem dançou e viveu nessa época
É que realmente entende bem o que digo.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Noites gélidas
Em noites gélidas, o frio que me corta os ossos, me açoita o corpo
Minhas mãos ficam geladas e me encolho dentro de um pijama de flanela
O vazio dentro de casa é assustador, minha voz faz eco no corredor
Lá fora o vento bate com força nos vidros das janelas,
Assoviando como um plágio de assombração, como nos filmes de terror
A chuva prolongada deixa uma densa névoa que descortina pelas ruas
Névoa densa que não deixa enxergarmos um pouco mais adiante
Sinto-me indefesa e deixo-me ser levada pela angústia
Olhando as águas que caem de uma maneira forte e abundante
O medo,a solidão,o frio,a chuva e a escuridão,
Tudo se mistura em minha mente nessa noite fria e tempestuosa.
Deito-me coberta ao todo pelo edredom,
Para tentar adormecer e esquecer que nunca fui corajosa...
Simplesmente mulher
Eu sou aquela que um dia fui Amélia, sou a dita que um dia foi Joaquina ou quem sabe quase santa com o nome de Joana.Já libertei escravos como princesa Izabel, mas também já fui tirana como Jezebel e mundana como Messalina ou maestrina como Chiquinha.
Já fui varias personagens em nossa história e hoje sou esteio de família em diversos lares,assim como no salto alto tenho demonstrado de uma maneira diferente, meus poderes e meu glamour comandando nosso país como presidente.
Venho ao longo do tempo tomando meu espaço nesse mundo onde os homens é quem decidiam nossos destinos, fui soltando aos poucos as amarras pra poder chegar aonde cheguei.
Já sofri por ser frágil e por ser forte também já chorei, mas nunca deixei de ser desse jeito que sou: carente, filha amorosa,sou valente,vaidosa,mãe virtuosa,sutil ou debochada, amante ou casada, sincera ou infiel.Sou aquela que estou contigo e não abro, te aceito e me ajusto pro que der e vier.
Não preciso dizer muito, pois sabes bem quem eu sou, muito prazer eu sou simplesmente...
MULHER.
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